ERREI. Sei que cometi erros absurdos, inclusive. E vou continuar a cometê-los. Consciente ou inconscientemente. Sou assim: um errante, sempre!
Já amei sem ser amado.
Já fui quando deveria não ter saído do lugar, e já deixei de ir quando minha presença era tida como certa.
Já cutuquei o cão com vara curta e fiz coisas que até o diabo duvida.
Mas não duvide: já fiz coisas desagradáveis e também fiz coisas agradabilíssimas!
Já corri (e cansei), já subi em árvores, pulei em córregos de rios, saltei de pedra em pedra sem tropeçar, tomei banho de chuva enquanto corria na relva molhada, escalei muros para “pegar” frutas no quintal do vizinho.
Já subi em coqueiro e tive de descer me arranhando (e doeu).
Já assisti o nascer e o pôr-do-sol, e já comtemplei uma noite estrelada deitado na grama.
Já brinquei de mocinho e bandido, pega-pega, atirei-o-pau-no-gato, ciranda-cirandinha, cabra-cega...
Já tive raiva a ponto de esmurrar a parede (e me arrependi depois).
Já passei noites em claro, com insônia (lendo, assistindo TV ou jogando o tempo fora nos bate-papos da Internet).
Já fugi de casa e dormi na rua, e no dia seguinte voltei, arrependido.
Já magoei pessoas maravilhosas que não mereciam.
Já fiz coisas pelas quais me arrependi, mas meu orgulho muitas vezes não me deixou pedir perdão.
Já li – e leio – e a leitura me faz viajar, conhecer lugares novos e pessoas maravilhosas também.
E dentre todos os erros e acertos cometidos, amar sem ser amado foi meu melhor acerto, pois aprendi, e cresci, e amadureci...
Foto: Pôr-do-sol na Barragem Dionísio de Araújo Machado, Lagarto/SE.











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