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Um Sonho de Infância  (Poderações Pessoais) escrito em segunda 22 setembro 2008 16:00

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Blog de ponderacoes : Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, Um Sonho de Infância

Quando ainda criança eu pensava em ser escritor. Escrever era, por assim dizer, uma "ambição", algo almejado, um ideal, algo até hoje ainda não alcançado. Costumo dizer que pretendo realizar três desejos antes de dar meu último suspiro: ser pai, plantar uma árvore e escrever um livro (não precisa ser necessariamente nessa ordem, é claro). Dos três talvez o mais fácil de ser realizado seja plantar uma árvore. Ou seria... ser pai? ou seria escrever um livro? Ponderações à parte, o fato é que almejo ser escritor, nem que seja de um só livro, e ter uns poucos mas bons e fiéis leitores.

Tenho um amigo que também pensa semelhante a mim, e também pretende escrever um livro. Aliás, ele já andou até dando uns primeiros passos nesse sentido, rabiscando alguma coisa, usando sua fértil imaginação para contar a trajetória de um jovem que pretende dar cabo de sua vida e deixa registrado para a posteridade todos os detalhes em seu “diário suicida”.

O autor desse ainda inédito
"Diário de Um Jovem Suicida" é meu amigo Ademir Henrique, que não me revelou como finaliza essa sua estória, mas me garantiu que será um final "apoteótico", que entrará para a História! Aguardemos!

Bem, entrando nesse espírito de aventura, também pretendo dar meus primeiros passos – ainda vacilantes, cambaleantes, é bem verdade, mas... vale a iniciativa, não é verdade? Estou idealizando escrever uma estória sobre um jovem moderno, que não tem tendências suicidas (mais um jovem suicida ninguém merece...). Seria algo como umas memórias, mas memórias íntimas, pessoais, escritas em primeira pessoa, onde minha personagem contaria a seus leitores detalhes e experiências de sua vida sexual, bem como seus traumas e alegrias... Interessante, não?

Estive rabiscando algumas linhas dessa estória, que transcrevo logo abaixo, e que ouso intitulá-la de...
  

MINHAS MEMÓRIAS SEXUAIS – EXPERIÊNCIAS QUE VIVI

Eu tinha 16 ou 17 anos quando finalmente me enchi de coragem e decidi "experimentar a coisa".

Desde criança me contavam histórias de fadas divinais, anjos inocentes e doces meninas como Branca de Neve ou Chapeuzinho Vermelho... Desde a mais tenra idade venho sendo alimentado de ilusões acerca do sexo feminino. Eu ansiava por aquele momento, em que teria nos braços a mulher que eu amaria, sentiria seu aroma e receberia doces beijos cheios de doçura!

Naquele dia, ou melhor, naquela noite, criei coragem e fui à caça. Na penumbra de uma rua deserta uma mulher me atraiu para uma viela sem movimento e eu a acompanhei, a uma certa distância para que ninguém desconfiasse, até a casa dela. Aquele lugar definitivamente não era um castelo, era um quartinho mal iluminado de uma vila, e cheirava a mofo.

Primeiro, ela me pediu o "presente"... e cuidadosamente guardou o dinheiro numa bolsa e começou a se despir, mas só algumas partes. Ela estava ali, em minha frente, e pela primeira vez eu via a "mulher", cujas imagens e descrições tantas e tantas vezes tinha incendiado minhas mais ardentes fantasias. Ela tinha os peitos pendentes, e apesar da pouca iluminação pude ver que de seu pescoço se sobressaiam ossos. Seus cabelos eram tingidos – por sinal muito mal tingidos. Tinha sombras azuis, artificiais, pintadas embaixo dos olhos. Ela sorriu, deixando-me ver que tinha dentes postiços. E cheirava a fumo misturado com perfume barato (acho que era alfazema). Não se despiu por completo... Deitou-se na cama, meio vestida, e passou saliva, com a mão, na vagina.

Perdi o apetite, literalmente!

Essa não era a imagem que eu alimentava de uma mulher! Lamentei o dinheiro que ela havia me tirado e senti vontade de estar de volta à rua. Imaginei que ela poderia ter uma daquelas doenças, e quase entrei em pânico!

Ela então falou, quase gritando, em linguagem ordinária:

– Então, como é? Vamos, que eu tenho mais o que fazer!

Eu queria era sair dali correndo... Ela parece perceber que algo estava errado, pois me disse:

– Ah, você deve ser um dos tais!...

Isso para mim foi a gota d'água, um golpe mortal.

Sai correndo daquele quarto infecto, batendo com força a porta. Quando cheguei à rua, vomitei.

Essa minha primeira experiência decepcionante me fez impotente por vários anos.

(Fim desse possível capítulo de "Minhas Memórias Sexuais Experiências Que Vivi).

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