Música "Ilegal, Imoral ou Engorda", composição Roberto e Erasmo Carlos, 1976.
"Vivo
condenado a fazer o que não quero
De tão bem comportado às vezes eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões, já não sei mais o que é
certo
E como vou saber o que devo
fazer
Que culpa tenho eu, me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Há muito me perdi entre mil filosofias
Virei homem calado e até desconfiado
Procuro andar direito e ter os pés no chão
Mas certas coisas sempre me chamam a atenção
Cá com meus botões, bolas eu não sou de ferro
Paro pra pensar mas não posso mudar
Que culpa tenho eu me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Se eu conheço alguém num encontro casual
E tudo anda bem num bate-papo informal
Uma noite quente sugere desfrutar
No meu terraço a vista de frente pro mar
Mas a noite é uma criança, delícias no café da manhã
Então o que fazer, já não quero mais saber
Se como alguma coisa que não devo comer
Se tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Se tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda"
Música de "desabafo" de Roberto Carlos, composição dele e
Erasmo.
Gravado no álbum de 1976, "Ilegal, Imoral ou
Engorda" é tida como protesto e denúncia contra a
repressão que era imposta na época pelo regime militar, e porque
não dizer também - pelo regime alimentar.
Observe, como exemplo, o verso "se como alguma coisa
que não devo comer" - percebe-se um duplo sentido
muito claro: o verso faz referência tanto ao alimento que comemos,
que engorda, como também ao sexo fora do casamento, algo
inaceitável pelos moralistas da época.
(Para saber mais: livro "Roberto Carlos Em Detalhes", de Paulo César de Araújo, pág. 292).










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