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Livro Censurado "Roberto Carlos Em Detalhes", de Paulo Cesar de Araújo  (Poderações Pessoais) escrito em sexta 03 outubro 2008 18:00

Blog de ponderacoes :Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, Livro Censurado 'Roberto Carlos Em Detalhes', de Paulo Cesar de Araújo

  

A Homenagem e o Homenageado

 

Em junho de 2007, finalmente, acabei de ler as 504 páginas do livro mais comentado e polêmico do daquele ano, "Roberto Carlos Em Detalhes", do historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo. O livro em questão, lançado no dia 1° de dezembro de 2006, persegue o desafio, como propõe o autor, de "contar a trajetória artística de Roberto Carlos desde o início, canção por canção, detalhe por detalhe".

O autor, fã de carteirinha do rei desde criança, fez um trabalho de pesquisa exaustivo durante 15 anos, e quase 200 entrevistas exclusivas para nos brindar com a biografia do cantor mais popular do Brasil na atualidade.

Mas Roberto Carlos, o grande homenageado, se sentiu ofendido. Dia 11/12/2006, em sua tradicional entrevista de fim de ano, ele se queixou do jornalista-autor, mas admitiu que ainda não tinha lido o livro.

No fim de fevereiro de 2007, sob a alegação de invasão de privacidade, "os advogados do rei haviam conseguido uma liminar suspendendo provisoriamente a comercialização da biografia, nunhma ação cível cujo descumprimento obrigaria [a editora] Planeta a pagar uma multa diária de R$ 50 mil. A editora acatou a liminar, mas, como as livrarias continuavam a vender o livro, Roberto Carlos resolver entrar com uma ação criminal" (Folha de S. Paulo - 28/04/2007).

Na tarde do dia 27/04/2007, após cinco horas de audiência na 20ª Vara Criminal da Barra Funda, São Paulo, "os advogados do cantor Roberto Carlos e da editora Planeta fizeram um acordo que prevê a interrupção da produção e comercialização da biografia não-autorizada 'Roberto Carlos Em Detalhes'" (idem).

Os 10.700 exemplares que a editora tinha em estoque passaram ao poder do rei, que até aquela data (27/04/07) ainda não tinha decidido o que deveria fazer com eles, se reciclaria ou os guardaria (para quê, eu não consegui entender). A editora teria um prazo de 60 dias para retirar das livrarias o tão famigerado livro.

Pois é. Eu o li. Antes mesmo que retirassem das prateleiras, corri a um hiper-mercado aqui de Aracaju e comprei o meu. Não que eu seja fã do cantor, nem tão pouco porque goste de "fofocas", de saber da vida alheia... nada disso. Comprei-o para meu amigo Ademir Henrique, que mora em Lagarto e, como eu, está sempre antenado no que acontece no meio cultural. Li algumas páginas e me interessei por seu conteúdo, e resolvi comprar o meu também.

Interessei-me porque o livro mostra a trajetória da Música Popular Brasileira, desde seus primórdios passando pela Bossa Nova de João Gilberto, o Tropicalismo de Caetano Veloso, o Rock dos anos 60/70 com a turma do iê-iê-iê, a passeata contra a guitarra eletrônica, os Grandes Festivais, etc. Histórias que não vivi, não participei, mas que ,históriasme emocionam!

"Roberto Carlos Em Detalhes", portanto, está proibido para comercialização, mas no universo da internet, onde tudo é permitido, principalmente o que é proibido, a biografia censurada pelo rei pode ser encontrada por valores que chegam a variar de R$ 10,00 (o e-book) a R$ 300,00 (livro original), preços que podem mudar muito com a procura e a demanda. 

 

UM ALERTA IMPORTANTE!

 

Há cópias falsas circulando pela net. Ao receber qualquer arquivo executável, aqueles que pedem para você salvar o programa no seu micro, não aceite em hipótese alguma! Pode ser um cavalo-de-tróia, ou trojan, um daqueles programinhas que rouba sua senha ou os dados de seu cartão de crédito assim que você fizer qualquer transação na web.

O melhor mesmo é procurar os blogs, que disponibilizam todo o conteúdo do livro na rede, gratuitamente.

E boa leitura!

Garanto que, se você é apaixonado por música, principalmente a História da Música Popular Brasileira, não vai se arrepender com a leitura da biografia censurada "Roberto Carlos Em Detalhes".

 

VOCÊ JÁ LEU O LIVRO "Roberto Carlos Em Detalhes"?

 

Participe da enquete. Clique no link abaixo e vote. Deixe sua opinião. Critique, comente, elogie... A PALAVRA É TODA SUA!

http://www.orkut.com/CommPollVote.aspx?cmm=26942933&pct=1183201937&pid=1846354084&msg=1

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Música "Ilegal, Imoral ou Engorda", de Roberto Carlos  (Música) escrito em quinta 02 outubro 2008 18:00


Música "Ilegal, Imoral ou Engorda", composição Roberto e Erasmo Carlos, 1976.

 

"Vivo condenado a fazer o que não quero
De tão bem comportado às vezes eu me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões, já não sei mais o que é certo
E como vou saber o que devo fazer
Que culpa tenho eu, me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda
Há muito me perdi entre mil filosofias
Virei homem calado e até desconfiado
Procuro andar direito e ter os pés no chão
Mas certas coisas sempre me chamam a atenção
Cá com meus botões, bolas eu não sou de ferro
Paro pra pensar mas não posso mudar
Que culpa tenho eu me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda

Se eu conheço alguém num encontro casual
E tudo anda bem num bate-papo informal
Uma noite quente sugere desfrutar
No meu terraço a vista de frente pro mar
Mas a noite é uma criança, delícias no café da manhã
Então o que fazer, já não quero mais saber
Se como alguma coisa que não devo comer
Se tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda

Se tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda

Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda

Será que tudo que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda"

 


 

Música de "desabafo" de Roberto Carlos, composição dele e Erasmo.

Gravado no álbum de 1976, "Ilegal, Imoral ou Engorda" é tida como protesto e denúncia contra a repressão que era imposta na época pelo regime militar, e porque não dizer também - pelo regime alimentar.

Observe, como exemplo, o verso "se como alguma coisa que não devo comer" - percebe-se um duplo sentido muito claro: o verso faz referência tanto ao alimento que comemos, que engorda, como também ao sexo fora do casamento, algo inaceitável pelos moralistas da época.

(Para saber mais: livro "Roberto Carlos Em Detalhes", de Paulo César de Araújo, pág. 292).

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Não Fiz Ontem Um Poema  (Poesia) escrito em terça 30 setembro 2008 19:00

(Assuero Cardoso*, madrugada de 26/09/08)

Não fiz ontem um poema
Ele veio, sem chaves,
o portão estava aberto,
a minha boca não escrevia nada.

Havia espera nos meus olhos,
linhas, letras ocultas
onde mãos não liam nada.

Não fiz um poema, ontem não fiz,
ele me deixou acordado
rimou com o meu corpo
brincou de métrica comigo.

O poema não era meu
disse que veio do mundo
mas não me deixou recado.
Foi-se embora em branco
feito a noite sem um grito.

Ontem, o portão estava aberto
num poema que não fiz.

 

*Assuero Cardoso é Professor e Poeta, autor dos livros "Nu e Noturno" (1990), "Tribo" (1996) e "Lua Lírica" (2000), todos de Poesia, e "O Espectro no Espelho" (2005), de Contos.

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Poema "Metade" - Oswaldo Montenegro  (Poesia) escrito em terça 30 setembro 2008 17:30

Poema "Metade" , recitado por Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

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Vídeo "Melô da Eleição" e Texto "Voto Nulo, Me Anulo", de Paulo Saab  (Reflexões) escrito em segunda 29 setembro 2008 16:30

Vídeo "Melô da Eleição"

Fonte: http://www.lucianopires.com.br/video

 


Às vésperas de mais um pleito eleitoral, deixo aqui, para replexão, o vídeo já muito divulgado mas sempre oportuno, o "Melô da Eleição". Mais vídeos estão disponíveis no site do jornalista Luciano Pires (http://www.lucianopires.com.br/video). Vale a pena conferir. E logo abaixo deixo o texto de Paulo Saad, que me fez refletir sobre o polêmico tema do voto nulo. Boa leitura!


Voto Nulo, Me Anulo

Texto de Paulo Saab

Já ouvi de gente importante que os brasileiros, conscientes, deveriam anular seu voto nas próximas eleições, como forma de mostrar sua insatisfação com os rumos da vida política nacional.

Fico me perguntando quantos seriam estes, na medida em que a grande massa votante do país desconhece como funcionam as instituições, raramente sabe em quem está votando e sempre demonstrou desinteresse (e até desprezo) pelo tema política e partidos políticos.

Ao mesmo tempo penso que esse tipo de protesto, de ação legítima capaz até de anular um pleito, necessitaria uma ampla campanha de mobilização, esclarecimento e organização, para funcionar como um protesto efetivo e não como uma irresponsabilidade na definição de nomes de políticos e governantes.


Simplesmente anular o voto em sinal de protesto me parece uma forma de anular também nossa característica já tão mal aprofundada de cidadãos brasileiros.


Tenho insistido na tese de que a culpa da imundice que assola a vida institucional do Brasil é nossa, de cada um de nós que não se interessa por aprender, conhecer, como funcionam as instituições que embasam o país e, conseqüentemente, por não participar, a não ser pagando a conta na forma de impostos e taxas abusivos. E resmungando de tudo.

Anular o voto seria enfiar ainda mais a cabeça na terra, como se a fuga da realidade a tornasse diferente.

Admito a hipótese de uma anulação geral. Desde que feita de forma organizada, consciente e sob a coordenação de lideranças descomprometidas, sem rabo preso e que desejam de fato dar uma contribuição ao país acima de seus interesses pessoais.

Quem se habilita?

Que lideranças temos, seja no meio político, no social, no empresarial, no de trabalhadores, que se enquadram nesse perfil?

Silêncio constrangedor.

Por isso peço a você, leitor revoltado. Dirija sua ânsia para si mesmo. Ao anular seu voto vai anular também sua voz sem um objetivo específico porque se fará outra eleição e nada de prático mudará na conduta sua e dos eleitos.

Não vejo outra saída, e ainda assim de médio e longo prazos, que não seja o investimento maciço em educação e o aprendizado, por parte de cada brasileiro revoltado, de como funcionam as instituições políticas, os partidos políticos. Além de aprender, participar.

Melhor do que anular seu voto é votar em alguém que represente exatamente o que você pensa.

Não há ninguém melhor para isso do que você mesmo.

Mas, como se você só reclama, foge de política como marreteiro do rapa e não tem a mínima idéia do que fazer?

Já leu a Constituição? Já pesquisou na internet, em livros? Debate com os amigos a respeito, além do futebol e eventualmente outros assuntos?

Caso se interesse um pouco mais estou às ordens. É só escrever abaixo. Critique-me também. Já é um movimento.

O pior é ficar parado. Não fazer nada. E ainda pensar em anular o voto sem saber porque ou para quê.

Os acomodados, digo sempre, são sempre incomodados.

Estão tratando o brasileiro como idiota.

E não temos liderança descomprometida capaz de articular mudança. Então, que cada um faça isoladamente sua parte. É um grande avanço.

 

Fonte: http://www.lucianopires.com.br/idealbb/view.asp?topicID=3318

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