Home Data de criação : 08/09/19 Última atualização : 11/10/17 11:24 / 140 Artigos publicados

Chip e Letra da Música "Cálice", Chico Buarque e Gilberto Gil  (Video) escrito em sexta 26 setembro 2008 19:15

 

Letra da Música "Cálice", de Chico Buarque

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
D
os bêbados do centro da cidade

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

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"Cálice" - Chico Buarque  (Video) escrito em sexta 26 setembro 2008 19:00

 

CHICO BUARQUE

MÚSICA: CÁLICE

O Regime Militar

(1964 - 1985)

 

A música "CÁLICE" de 1978 foi censurada. Sua sonoridade permite a interpretação da palavra CALE-SE, e era um protesto à Ditadura Militar.

 

Antes de 1978...

 

WASHINTON LUÍS (1929-1930): Seu mandato foi marcado por fraudes nas eleições.

 

GETÚLIO VARGAS (1951-1954): Foram 31 CPIs em quatro anos.

 

JUSCELINO KUBITSCHEK (1956-1961): Foram abertas mais de 50 CPIs.

 

JOÃO GOULART (1963-1964): Em menos de um ano, 31 CPI's foram instaladas.

 

MARECHAL CASTELO BRANCO (1964-1967):

  • AI-1: Castelo Branco cassa e prende políticos corruptos;
  • AI-2: Extingue os partidos; acaba com o voto direto para Presidente;
  • AI-3: Acaba com as eleições diretas para Governadores; restam só dois partidos: ARENA e MDB;
  • AI-4: Aprovação da Constituição de 67, com dispositivos impostos pelos militares.

 

O Povo Reage À Repressão:

  • Passeata dos Cem Mil, Rio de Janeiro, 1968.

 

Os Intelectuais Também Se Manifestam

 

O Governo Repreende

 

O Governo Persegue

 

TRUCULÊNCIA:

  • Estudantes do Mackenzie (elite paulistana) depredam Faculdade de Filosofia da USP, 1968.

 

Chico Buarque É Perseguido e Vai Para a Itália

 

No Brasil, o Terror Continua...

 

1968 - AI-5:

  • Costa e Silva fecha o Congresso;
  • Suspende direitos dos cidadãos;
  • fortalece os órgãos de informações como o DOPS - usavam de tortura - o qual Romeu Tuma foi líder por 17 anos.

 

Líderes de Movimentos Sociais São Cassados e Repreendidos

 

CENSURA: 

  • Chico Buarque  tem o microfone desligado quando vai cantar "Cálice" em um show.

 

HUMILHAÇÃO: 

  • Vladimr Herzog é fotografado pelos militares e depois enforcado, a mando do MDB.

 

Honestino Guimarães (Líder Estudantil): 

  • Foi preso dia 10 de outubro de 1973. Desde então nunca mais foi visto.

 

Santo Dias (1979):

  • Assassinado pelas costa pelo PM Herculano Leonel.

 

Stuart Angel Jones:

  • Segundo versão não oficial, foi amarrado e arrastado por um jipe militar com a boca no escapamento. Morreu por intoxicação. Sua mãe, Zuzu Angel, depois de vários protestos, morreu em um estranho acidente de trânsito.

 

O AI-5 permanece na mente de nossos pais e avós, pois eles continuam aqui...

 

Romeu Tuma:

  • Chefe do DOPS (1966-1983): órgão de repressão, prisão e obtensão de informações mediante tortura.

 

Jorge Bornhausen:

  • "Estamos livres dessa raça pelos próximos 30 anos";
  • 1906: início da oligarquia de sua família em Santa Catarina;
  • Governador biônico da ditatura.

 

FERNANDO COLLOR (1990-1992): Foi acusado de corrupção por seu irmão Pedro Collor. Em outubro de 1992, o Congresso o suspendeu do cargo. Collor renunciou em 29 de dezembro.

 

ITAMAR FRANCO (1992-1995): A CPI do Orçamento comprova um esquema de manipulação. Dos dezoito Deputados acusados, seis foram cassados, quatro renunciaram e oito foram absolvidos.

 

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995-2002): Houve denúncias de compra de votos para mudar a Constituição. As privatizações da Companhia Vale do Rio Doce e do sistema Telebrás foram marcadas por suspeitas.

 

A Lista Continuam...

  • Renan Calheiros
  • Antônio Carlos Magalhães
  • Jarbas Passarinho
  • Itamar Franco
  • Paulo Maluf
  • José Sarney
  • Artur Virgílo Neto
  • ACM Neto ("quem sai aos seus não degenera...")
  • ... e muitos outros...

"Os políticos podem dar o balanço do número de mortos, do número de cassados, refugiados, banidos, mas quem dará o balanço dos projetos humanos que se frustaram, dos abraços que se negaram, dos beijos paralisados, tudo por medo? Quem dará o balanço do medo que nós tivemos?"

(Fernando Gabeira)

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"Canudos — Diário de Uma Expedição", de Euclides da Cunha  (Literatura) escrito em sexta 26 setembro 2008 16:20

Blog de ponderacoes :Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, 'Canudos — Diário de Uma Expedição', de Euclides da Cunha

 

Livro-reportagem do imortal Euclides da Cunha (nascido a 20 de janeiro de 1866 e assassinado tragicamente a 15 de agosto de 1909), Canudos — Diário de Uma Expedição fora publicado postumamente em 1939 como o vol. 16 da Coleção Documentos Brasileiros da Livraria José Olympio.

Essa obra nos permite confrontar o diário de guerra do escritor e a obra definitiva d' Os Sertões, lançada em 1902. Após a publicação de dois textos sobre a Campanha de Canudos em O Estado de São Paulo, Euclides recebe convite para acompanhar o Estado-Maior do Marechal Bittencourt, então Ministro da Guerra, como correspondente do jornal; e segue em 1897 para o recinto da luta, no sertão baiano, onde faz a cobertura dos acontecimentos finais daquele conflito, juntando assim rico material jornalístico/literário, que seriam a base, a matéria-prima, para a publicação do maior clássico da literatura brasileira:
Os Sertões.

Os artigos publicados n' O Estado de São Paulo, bem como telegramas e cartas escritas pelo escritor diretamente da Bahia dando notícias do andamento do conflito, e ainda notas de sua caderneta de campo, fazem parte de
Canudos — Diário de Uma Expedição.

Graças às anotações e à coragem do jornalista Euclides da Cunha, tomamos conhecimento do massacre violento e covarde do poder sobre o homem do sertão; relato que se tornoum um vivo retrato da violência contra o sertanejo, a força que se impunha em nome da recém instituída República. Euclides consegue como ninguém fazer de sua literatura um instrumento da verdade.

Canudos — Diário de Uma Expedição é portanto de leitura obrigatória para todos aqueles que aceitam o emocionante desafio de conhecer a obra euclidiana. Recomendo ao jovem leitor menos experiente que comece lendo primeiro Canudos — Diário de Uma Expedição e, depois, Os Sertões, pois um complementa o outro. E como já dizia Paulo Dantas, escritor premiado, autor de várias obras, dentre elas Antologia Euclidiana: "Precisamos, porém, derrubar os mitos, todos os mitos, pois em cultura não se admitem mitos, mas símbolos. E um dos mitos que precisamos derrubar é que para se entender ou ler bem Euclides torna-se necessário ter ao lado um dicionário". Engana-se quem assim pensa! "Temos, porém" — diz ainda Paulo Dantas, "de levar em conta que a obra euclidiana é um produto típico de um estilo concebido numa época onde o escrever difícil era moda. Não fora isto teríamos Euclides hoje mais entendido e amado por todos, principalmente pelos jovens leitores das nossas escolas ou universidades". E um bom começo para conhecer a obra euclidiana (principalmente Os Sertões) é a leitura de Canudos — Diário de Uma Expedição. Eu o recomendo.

E concluo esclarecendo que o grande Euclides da Cunha também escreveu outras obras: À Margem da História, Contrastes e Confrontos, Peru versus Bolívia, e ainda alguns poemas, hoje reunidos num pequeno volume intitulado
Ondas.

Boa leitura!

(Publicado originalmente no site http://pt.shvoong.com/books/historical-novel/136611-livro-canudos-di%C3%A1rio-uma-expedi%C3%A7%C3%A3o/ )

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"O Código Da Vinci", de Dan Brown  (Poderações Pessoais) escrito em quinta 25 setembro 2008 19:00

Blog de ponderacoes : Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, 'O Código Da Vinci', de Dan Brown

 

As Fontes de Dan Brown

No auge do sucesso do best-seller em 2006, antes mesmo do lançamento do filme homônimo, escrevi um simples e objetivo resumo d'O Código Da Vinci para o site de resumos Shvoong (para ler, copiar e opinar sobre o referido resumo clique no link: http://pt.shvoong.com/books/mystery/135273-livro-o-c%C3%B3digo-da-vinci/ ).

Mais de dois anos se passaram, e a febre do Código já foi superada. Mas o livro continua sendo bem vendido, o que me leva a crer que Dan Brown de fato acertou na dose ao “criar” o mirabolante thriller, o “livro de ficção para adultos ... de maior sucesso de vendas de todos os tempos”, segundo o Daily Telegraph.

Quando digo que Brown “criou” (entre aspas) a estória do Código estou insinuando que ele não é o autor autêntico das teorias ventiladas pelo best-seller, que já vendeu mais de 42 milhões de exemplares desde o ano do seu lançamento (2003), em mais de 42 línguas, cujo filme de mesmo nome foi sucesso de bilheteria quando do lançamento em 2006, mas, segundo os críticos, não agradou tão quanto o livro.

Hoje se sabe que Brown usou como uma de suas fontes para escrever o Código o livro "The Holy Blood and the Holy Grail" [O Santo Graal e a Linhagem Sagrada], dos autores ingleses Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln, lançado em 1982, um livro que trás como essência a mensagem da Nova Era, um tema muito recorrente nos dias atuais. Inclusive o nome de um personagem do romance, Leigh Teabing, é uma singela homenagem aos dois primeiros autores, provindo de seus sobrenomes, com as letras de Baigent reorganizadas, formando assim Teabing. Michael e Richard, os homenageados, parece não terem gostado, pois moveram um processo na justiça inglesa contra Brown por plágio em fevereiro de 2006 – sem sucesso, apesar de Brown ter admitido que usou o livro deles e muitos outros autores do gênero Nova Era para escrever seu romance. Segundo o jornal The Times, os autores da acusação afirmam que Brown copiou no best-seller O Código Da Vinci a estrutura da obra escrita por eles em 1982.

A defesa de Brown negou as acusações no tribunal de Londres, mas reconheceu que o autor conhecia as pesquisas de Baigent e Leigh.

Ou seja, toda aquela estória mentirosa de Da Vinci pertencer a uma sociedade secreta guardiã de um segredo milenar que, se revelado, jogaria por terra o cristianismo como um todo – tudo isso e quase tudo o mais – não saiu da fértil imaginação de Brown; ele já pegou a fórmula semi-pronta, reformulou, romanceou, e, segundo a revista Forbes, ganhou US$ 76,5 milhões só entre junho de 2004 a junho de 2005.

Sem dúvida, o homem é um gênio!

Mas, há uma pergunta que não me quer calar:

Por que O Código Da Vinci é tão popular?

A que se deve a popularidade d'O Código Da Vinci?

Encontrei uma resposta no livro dos pesquisadores australianos, Pr. Grenville Kent (teólogo) e Dr. Philip Rodionoff (médico): "O Código Da Vinci e a Bíblia – Seria o Cristianismo a Maior Fraude da História?" (Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2006).

Segundo eles o Código é tão popular porque “levanta questões relevantes à cultura contemporânea.” Para apoiar esse ponto de vista, eles relacionam quatro tópicos:

1) O Código questiona a religião organizada – “Questionar a igreja é um esporte popular na sociedade cada vez mais secularizada de hoje. E não é sem razão (...) Talvez a igreja seja o problema de imagem mais sério que Deus tenha. Não admira que a crítica à igreja chame a atenção das pessoas.”

2) As pessoas adoram desmascarar uma mentira – “Para muitos, a igreja é apenas mais uma organização multinacional com sua agenda própria. Então, por que não desmascará-la também?”

3) O romance promove uma espiritualidade que está na moda – “O livro acaba tentando dar uma feição errônea ao cristianismo, fazendo-o parecer com a espiritualidade da Nova Era. Mas o cristianismo, no que ele tem de melhor, não precisa desses retoques.”

4) O Código parece democrático quanto à verdade espiritual – O Dr. Michael Green em seu livro "The Books the Church Suppressed: Fiction and The Da Vinci Code" (Oxford: Monard, 2005) nos “alerta que 'a alegação de Brown quanto à precisão factual, brincando com a tendência de confundir fato com ficção', faz que o livro seja potencialmente enganador, especialmente porque muitas pessoas sabem tão pouco sobre o cristianismo original.” Muitos de nós somos "biblicamente analfabetos" e propensos a aceitar qualquer inverdade, desde que seja bem contada, como se fosse uma verdade irrefutável.

Vale ressaltar, ainda, que o romance de Dan Brown é uma ficção. Ele mistura história secular e cristã com meras e infundidas alegações engenhosamente criadas (ou plagiadas), sem fundo de verdade e principalmente sem citar fontes para suas conclusões absurdas, mesmo porque as fontes que ele teria para citar (os livros da Nova Era que o próprio admite ter pesquisado) não seriam aceitos, pois não são autênticos nem confiáveis.

Onde estão suas evidências plausíveis e inquestionáveis?

No resumo que fiz a mais de dois anos atrás recomendei a leitura do romance O Código Da Vinci, e continuo a recomendá-lo; no entanto, faço aqui lgumas ressalvas: ao lê-lo, use seu senso crítico, pesquise, procure descobrir o que é fato e o que é ficção, o que é falso e o que é verdadeiro.

E não faça – jamais! – como um certo aluno que, ao fazer um trabalho de História valendo nota usou como fonte de pesquisa O Código Da Vinci, de Dan Brown. Resultado final: tirou nota ZERO!

Definitivamente, a obra de Brown não é recomendável como fonte de pesquisa histórica, apesar de ser um excelente livro de ficção e entretenimento para adultos.

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Obra de Arte  (Frases) escrito em quinta 25 setembro 2008 11:25

Blog de ponderacoes : Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, Obra de Arte

 

"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor."

(Mozart)

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