Home Data de criação : 08/09/19 Última atualização : 11/10/17 11:24 / 140 Artigos publicados

Primavera  (Poesia) escrito em terça 23 setembro 2008 01:00

Blog de ponderacoes :Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, Primavera

Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos...
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

(Pablo Neruda)

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"Fale com Nosco"  (Português) escrito em segunda 22 setembro 2008 17:10

Blog de ponderacoes :Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, 'Fale com Nosco'

Hoje, quando me dirigia ao trabalho, recebi por acaso um desses milhares - ou milhões - de santinhos de um determinado candidato ao cargo de Vereador na próxima eleição. Geralmente quando os recebo, leio e em seguida - quase imediatamnete - os descarto, mas esse que recebi hoje fiz questão de guardar!

E sabem por quê?

Nesse panfleto, tão pequeno, estão gravadas algumas pérolas (vergonhosas), que matam a nossa tão boa e velha Lígua Portuguesa.

Permitam-me transcrever algumas palavras:

"... TENHO 35 ANOS DE IDADE, 20 DELES NAS DROGAS. SOU DEPENDENTE QUÍMICA. O CRACK ROUBOU TUDO DE MIM SÓ ME RESTA A VIDA. ESTOU RECÉM CHEGADA NO DESAFIO JOVEM, MAS JÁ PERCEBI QUE VOU CONSEGUIR ME RECUPERAR E SER ABENÇOADA POR DEUS. QUERO MINHA VIDA DE VOLTA..."

E logo abaixo desse testemunho (as palavras transcritas acima são de uma depoente, não é a biografia do canditato), leio, incrédulo, o seguinte convite:

"Fale com Nosco"...

Chego ao fim da leitura do panfleto-propagandista, maravilhado, com mais uma frase de efeito (ou seria defeito?):

"A FORÇA JOVEM NO COMBATE AS DROGAS".

Se me permitem... quero usar desse espaço, usufruir de minha força que (acredito) ainda é jovem, para gritar em alto e bom som:

SOCORRO!

ESTÃO ASSASSINANDO O NOSSO PORTUGUÊS ESCANCARADAMENTE!

PRECISAMOS COMBATER ESSA DROGA!

URGENTE!

Cartum: Autoria de Luciano Pires - www.lucianopires.com.br

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Um Sonho de Infância  (Poderações Pessoais) escrito em segunda 22 setembro 2008 16:00

Blog de ponderacoes : Ponderações, Reflexões, Opiniões, Humor, Literatura, Poesia, Cinema, Música, Arte e VIDA!, Um Sonho de Infância

Quando ainda criança eu pensava em ser escritor. Escrever era, por assim dizer, uma "ambição", algo almejado, um ideal, algo até hoje ainda não alcançado. Costumo dizer que pretendo realizar três desejos antes de dar meu último suspiro: ser pai, plantar uma árvore e escrever um livro (não precisa ser necessariamente nessa ordem, é claro). Dos três talvez o mais fácil de ser realizado seja plantar uma árvore. Ou seria... ser pai? ou seria escrever um livro? Ponderações à parte, o fato é que almejo ser escritor, nem que seja de um só livro, e ter uns poucos mas bons e fiéis leitores.

Tenho um amigo que também pensa semelhante a mim, e também pretende escrever um livro. Aliás, ele já andou até dando uns primeiros passos nesse sentido, rabiscando alguma coisa, usando sua fértil imaginação para contar a trajetória de um jovem que pretende dar cabo de sua vida e deixa registrado para a posteridade todos os detalhes em seu “diário suicida”.

O autor desse ainda inédito
"Diário de Um Jovem Suicida" é meu amigo Ademir Henrique, que não me revelou como finaliza essa sua estória, mas me garantiu que será um final "apoteótico", que entrará para a História! Aguardemos!

Bem, entrando nesse espírito de aventura, também pretendo dar meus primeiros passos – ainda vacilantes, cambaleantes, é bem verdade, mas... vale a iniciativa, não é verdade? Estou idealizando escrever uma estória sobre um jovem moderno, que não tem tendências suicidas (mais um jovem suicida ninguém merece...). Seria algo como umas memórias, mas memórias íntimas, pessoais, escritas em primeira pessoa, onde minha personagem contaria a seus leitores detalhes e experiências de sua vida sexual, bem como seus traumas e alegrias... Interessante, não?

Estive rabiscando algumas linhas dessa estória, que transcrevo logo abaixo, e que ouso intitulá-la de...
  

MINHAS MEMÓRIAS SEXUAIS – EXPERIÊNCIAS QUE VIVI

Eu tinha 16 ou 17 anos quando finalmente me enchi de coragem e decidi "experimentar a coisa".

Desde criança me contavam histórias de fadas divinais, anjos inocentes e doces meninas como Branca de Neve ou Chapeuzinho Vermelho... Desde a mais tenra idade venho sendo alimentado de ilusões acerca do sexo feminino. Eu ansiava por aquele momento, em que teria nos braços a mulher que eu amaria, sentiria seu aroma e receberia doces beijos cheios de doçura!

Naquele dia, ou melhor, naquela noite, criei coragem e fui à caça. Na penumbra de uma rua deserta uma mulher me atraiu para uma viela sem movimento e eu a acompanhei, a uma certa distância para que ninguém desconfiasse, até a casa dela. Aquele lugar definitivamente não era um castelo, era um quartinho mal iluminado de uma vila, e cheirava a mofo.

Primeiro, ela me pediu o "presente"... e cuidadosamente guardou o dinheiro numa bolsa e começou a se despir, mas só algumas partes. Ela estava ali, em minha frente, e pela primeira vez eu via a "mulher", cujas imagens e descrições tantas e tantas vezes tinha incendiado minhas mais ardentes fantasias. Ela tinha os peitos pendentes, e apesar da pouca iluminação pude ver que de seu pescoço se sobressaiam ossos. Seus cabelos eram tingidos – por sinal muito mal tingidos. Tinha sombras azuis, artificiais, pintadas embaixo dos olhos. Ela sorriu, deixando-me ver que tinha dentes postiços. E cheirava a fumo misturado com perfume barato (acho que era alfazema). Não se despiu por completo... Deitou-se na cama, meio vestida, e passou saliva, com a mão, na vagina.

Perdi o apetite, literalmente!

Essa não era a imagem que eu alimentava de uma mulher! Lamentei o dinheiro que ela havia me tirado e senti vontade de estar de volta à rua. Imaginei que ela poderia ter uma daquelas doenças, e quase entrei em pânico!

Ela então falou, quase gritando, em linguagem ordinária:

– Então, como é? Vamos, que eu tenho mais o que fazer!

Eu queria era sair dali correndo... Ela parece perceber que algo estava errado, pois me disse:

– Ah, você deve ser um dos tais!...

Isso para mim foi a gota d'água, um golpe mortal.

Sai correndo daquele quarto infecto, batendo com força a porta. Quando cheguei à rua, vomitei.

Essa minha primeira experiência decepcionante me fez impotente por vários anos.

(Fim desse possível capítulo de "Minhas Memórias Sexuais Experiências Que Vivi).

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Sobre a Timidez  (Poderações Pessoais) escrito em domingo 21 setembro 2008 08:06

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Sou tímido, não posso negar. Alguém, que muito prezo, muito apropriadamente definiu minha timidez “incolor como água”. Bem, eu não me imaginava assim... tão visivelmente tímido!... E para entender melhor esse tema, pesquisei e selecionei doze frases sobre a timidez, transcritas abaixo, com minhas ponderações entre colchetes.


"A gente não pode ser aquele garoto tímido toda a vida. Tem que se dar um pouco mais, chegar perto do público sem aquela armadura toda." (Tom Jobim)

[Concordo com Jobim: não devemos ser tímido a vida toda!]


"Todas as pessoas têm traços de timidez. Até as mais extrovertidas ficam tímidas em determinadas situações." (Marcos Baptista)

[Ser tímido em determinadas situações é diferente de ser tímido toda a vida.]


"Timidez é normal e evita que se cometam excessos. É uma espécie de freio, que só se transforma em problema quando está muito puxado e não deixa a vida andar." (Luis Ainbier)

[Ainda bem que a timidez é normal! Senão eu me sentiria portador de uma anormalidade...]


"Ponha de lado a timidez e os melindres ao agir. A vida inteira é uma experiência." (Ralph Waldo Emerson)

[Pôr de lado a timidez, é isso que tenho procurado fazer ao agir]


"A timidez é uma condição alheia ao coração, uma categoria, uma dimensão que desemboca na solidão." (Pablo Neruda)

[Então a timidez causa – ou pode causar – a solidão? É, isso pode ser verdadeiro...]


"A timidez, inesgotável origem de tantas infelicidades na vida prática, é a causa direta, mesmo única, de toda a riqueza interior." (Emil Michel Cioran)

[Sempre acreditei que a timidez causa muitas infelicidades na vida prática, mas nunca havia relacionado timidez com riqueza interior.]


"Vontade de agradar e medo de não conseguir, eis o mistério da timidez." (Mendonça Tremont)

[É um mistério mesmo! Vontade de agradar... e medo – ou receio – de não conseguir...]


"Se a pessoa sabe como levar a timidez, convive muito bem com ela." (Percília Schimidt)

[É bom ter essa certeza!]


"Timidez não é doença e só precisa ser tratada quando causa sofrimento." (Cíntia Parcias)

[Tudo bem, então. É bom saber que não estou doente e não preciso de tratamento. Beleza!]


"O homem que sabe ser tímido está na dependência de todos os malandros." (Pierre Beaumarchais)

[Ih... não sei se concordo com esse pensamento! Não, definitivamente não gostei, e nem concordo com ele, mas respeito sua opinião.]


"A certeza de ser amado dá robustez a um espírito tímido, tornando-o natural." (André Maurois)

[Preciso de um espírito não-tímido, ou seja, natural; preciso dessa certeza de ser amado!]


"O gelo da timidez desfaz-se ao fogo do amor." (William Shakespeare)

[Shakespeare, meu caro amigo, estás certo do que dizes? Então, necessito desse fogo!]


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Ponderações Iniciais  (Poderações Pessoais) escrito em domingo 21 setembro 2008 07:00

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ERREI. Sei que cometi erros absurdos, inclusive. E vou continuar a cometê-los. Consciente ou inconscientemente. Sou assim: um errante, sempre!

Já amei sem ser amado.

Já fui quando deveria não ter saído do lugar, e já deixei de ir quando minha presença era tida como certa.

Já cutuquei o cão com vara curta e fiz coisas que até o diabo duvida.

Mas não duvide: já fiz coisas desagradáveis e também fiz coisas agradabilíssimas!

Já corri (e cansei), já subi em árvores, pulei em córregos de rios, saltei de pedra em pedra sem tropeçar, tomei banho de chuva enquanto corria na relva molhada, escalei muros para “pegar” frutas no quintal do vizinho.

Já subi em coqueiro e tive de descer me arranhando (e doeu).

Já assisti o nascer e o pôr-do-sol, e já comtemplei uma noite estrelada deitado na grama.

Já brinquei de mocinho e bandido, pega-pega, atirei-o-pau-no-gato, ciranda-cirandinha, cabra-cega...

Já tive raiva a ponto de esmurrar a parede (e me arrependi depois).

Já passei noites em claro, com insônia (lendo, assistindo TV ou jogando o tempo fora nos bate-papos da Internet).

Já fugi de casa e dormi na rua, e no dia seguinte voltei, arrependido.

Já magoei pessoas maravilhosas que não mereciam.

Já fiz coisas pelas quais me arrependi, mas meu orgulho muitas vezes não me deixou pedir perdão.

Já li – e leio – e a leitura me faz viajar, conhecer lugares novos e pessoas maravilhosas também.

E dentre todos os erros e acertos cometidos, amar sem ser amado foi meu melhor acerto, pois aprendi, e cresci, e amadureci...

Foto: Pôr-do-sol na Barragem Dionísio de Araújo Machado, Lagarto/SE.

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